FAMOSIDADES


 principal especialista da promotoria no caso Michael Jackson foi ouvido na última quarta-feira (19) e apontou uma série de erros cometidos pelo médico durante o atendimento ao cantor. Steven Schafer, anestesista especialista nos efeitos do Propofol, droga culpada pela morte de Jackson, disse que Murray agiu mais como funcionário do astro do que como seu médico.
"Se o Dr. Murray agisse como um médico, quando Michael dissesse 'Eu preciso de Propofol para dormir", ele teria dito: 'Você tem um distúrbio do sono e você precisa ser avaliado por um médico do sono. Não vou te dar nenhum remédio’”, testemunhou Schafer, professor de anestesiologia da Universidade de Columbia.
O médico listou uma série de falhas no atendimento ao "Rei do Pop". Alguns deles são: Murray não deveria ter administrado o anestésico tóxico e outras drogas perigosas no quarto do cantor, sem equipamento de monitoração adequado; Murray não deveria ter tentado tratar a insônia com Propofol; Murray não conseguiu manter qualquer tipo de registro médico; Murray não deveria ter deixado o quarto sem ver outro médico.
Além disso, Schafer alegou que Murray administrou de forma incompetente os primeiros socorros, empurrando com uma mão o peito de Jackson, com ele ainda em sua cama, em vez de uma superfície dura. Além disso, Schafer se disse particularmente indignado com o fato de que Murray telefonou para a assistente pessoal de Jackson e deixou uma mensagem de correio de voz muito antes de chamar a emergência.
"Isso é tão notório que eu realmente não consigo compreender. Você tem um paciente que teve uma parada cardíaca e liga para deixar uma mensagem para alguém. Isso é completa e absolutamente imperdoável", finalizou.