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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Divulgado nova Foto de Michael Jackson morto, Veja



A promotoria apresentou uma série de indícios contra o médico Conrad Murray no julgamento que acontece nesta terça-feira (27), na Corte Superior do condado de Los Angeles. O processo irá esclarecer as circunstâncias da morte de Michael Jackson. Enquanto Ed Chernoff, advogado de defesa do Dr. Conrad Murray, culpa Michael Jackson pela própria morte,  o promotor David Walgren iniciou sua apresentação com uma imagem do cantor morto.
A promotoria apresentou uma série de indícios contra o médico Conrad Murray no julgamento que acontece nesta terça-feira (27), na Corte Superior do condado de Los Angeles. O processo irá esclarecer as circunstâncias da morte de Michael Jackson. Enquanto Ed Chernoff, advogado de defesa do Dr. Conrad Murray, culpa Michael Jackson pela própria morte,  o promotor David Walgren iniciou sua apresentação com uma imagem do cantor morto.
Michael se referia ao show que apresentaria em Londres em alguns dias. Obsessivo, o cantor queria dormir para ensaiar mais e mais.
“Eu disse: ‘Se você tomar propofol agora’, o que ele se referia como leite, ‘em quanto tempo você espera começar a dormir?’. Você sabe, você vai precisar de mim depois que a lua chegar’. E ele disse: ‘Só me faça dormir, não importa que horas eu vou levantar’. Eu disse: ‘O que vai acontecer com você? Você já ensaiou o suficiente por hoje”. Ele disse: “Eu não consigo trabalhar mais se não dormir. Eles não podem cancelar isso. E eu não quero que eles cancelem, mas terão que cancelar”. Então eu concordei naquela hora que poderia aumentar a dose de propofol”, disse o médico em uma entrevista.
Leia também trechos ditos pela acusação no julgamento:
- A causa da morte de Michael Jackson foi overdose de Propofol, remédio administrado pelo Dr. Murray.
- Nós vamos provar que Conrad Murray agiu repetidamente com negligência e incompetência.
- Murray fez fez um esquema com uma farmácia para comprar grandes quantidades de Propofol em uma base regular. Mas ele mentiu para o farmacêutico, dizendo que tinha uma clínica em Santa Monica, e ele não tem.
- Em 10 de maio de 2009, Murray fez uma gravação de voz em seu iPhone que revela que Michael Jackson estava sob a influência de “substâncias desconhecidos” com o médico sentado ao seu lado. Isso mostra que Murray tinha consciência do estado de Michael.
- A polícia foi avisada às 12h20. Quando os paramédicos chegaram, Michael estava morto.
- Murray nunca disse aos paramédicos que ele deu Propofol ao músico, mesmo quando eles o questionaram sobre drogas administradas por ele.
- Os paramédicos afirmaram que Michael Jackson estava morto, mas Murray insistiu para que o transportassem para o hospital.
- Dois dias depois da morte do músico, Murray encontrou-se com detetives da polícia de Los Angeles e divulgou que estava dando doses diárias de Propofol ao astro por mais de dois meses, com o intuito de colocá-lo para dormir. Esta é a primeira vez que Murray revelou isso.
- Murray disse à polícia que ele foi ao banheiro para urinar e quando voltou, dois minutos mais tarde, descobriu que Michael não estava respirando. O Ministério Público diz que deixar um paciente sozinho é considerado abandono médico.
- O promotor encerrou afirmando que Conrad Murray agiu com negligência e não estava pensando no interesse de Michael Jackson, mas sim trabalhando por US$ 150 mil (R$ 276 mil) por mês.

Audiência revela fatos sobre vida particular de Michael Jackson




  • Reuters
    Michael Jackson posa para fotógrafo em Santa Maria (03/12/2002)
Michael Jackson pode ter descrito o anestésico propofol como seu "leite", mas, em lugar de lhe dar força, a substância o deixou em estado tão vulnerável que sua urina era coletada através de um aparelho usado em pacientes incontinentes.
Esse foi um dos fatos sobre os últimos dias de vida de Jackson e as medidas extremas que ele tomou em sua vida para manter sua imagem pública de belo superastro reveladas em uma audiência de seis dias sobre sua morte. A audiência chegou ao fim esta semana.
Outros detalhes foram que Jackson dormia de touca cirúrgica para cobrir sua calvície crescente, além dos muitos tubos de creme branqueador da pele que ele usava para esconder o vitiligo, uma doença que provoca a descoloração da pele.
Mas também foi revelado um lado mais agradável do astro que a mídia chegou a apelidar de Wacko Jacko (Jacko Maluco). Jackson foi descrito como pai que amava profundamente seus três filhos e que, mesmo vivendo sob a perseguição de paparazzi, se esforçava para lhes proporcionar uma vida normal.
Na terça-feira desta semana o juiz Michael Pastor, da Corte Superior de Los Angeles, ordenou que o médico de Jackson, Conrad Murray, vá a julgamento pelo homicídio culposo (não intencional) do cantor de "Thriller", em 2009, por causa de uma overdose de medicamentos, principalmente propofol.
O anestésico é usado em hospitais para sedar pacientes, mas o médico de Jackson admitiu que o ministrou ao cantor em sua casa para ajudá-lo a dormir. Uma testemunha da acusação depôs dizendo que havia evidências de que Jackson bebia propofol como se tomasse um copo de leite.
Em dado momento o juiz Pastor pareceu perplexo, sem entender porque Murray teria tomado a decisão pouco ortodoxa de dar propofol a Jackson, a pedido deste, para superar sua insônia, já que os efeitos da droga duram apenas minutos.
"A pessoa não continuará insone, mesmo assim?", perguntou Pastor aos advogados de defesa de Murray. "Qual é a utilidade de se administrar uma dose que só vai manter a pessoa adormecida por cinco minutos?"
Joseph Low, um dos advogados de Murray, respondeu que, depois de Jackson ter sentido ao longo de muitos anos a adrenalina decorrente de apresentar-se para milhares de fãs, ele tinha grande dificuldade em dormir. "É difícil superar sua própria química, por assim dizer", disse Low. "O propofol não garante o sono, mas pelo menos permite que se comece a dormir".